sexta-feira, 31 de julho de 2026

Mal e Bem

 




Ismar, este poema reúne várias ideias recorrentes da sua obra: a pequenez humana diante do cosmos, a evolução da consciência, a dualidade entre ordem e desordem e a natureza como educadora. A sequência lógica está consistente, mas alguns versos podem ganhar maior fluidez, correção gramatical e força poética.

Poema corrigido

31/07/2026 – Mal e Bem

Ismar Maciel

O rosto do universo, em sua ausência

Dos raios solares e da atmosfera,

Mostra quão pequenos, na quase esfera,

Somos perante a infinita existência.

Idade, expansão, horizonte à vista:

É a Presença Cósmica; em sua ausência,

Quase nada enxergamos, pois nos dista

Dos saberes e da nossa consciência.

Se as moléculas morrem reduzidas

A átomos, sob radiações extremas,

Onde estaremos quando as grandes eras

Consumirem as formas já dispersas?

Entre toda escuridão e claridade

Estão o micro e o macro, em harmonia;

Códigos, linguagens da eternidade,

Naturais e conscientes, noite e dia.

Observadores livres e conscientes,

Em seus níveis e planos existentes:

Uns nascendo no instinto e na inocência,

Quase cegos pela pouca experiência.

O primeiro amor é o Natural:

É a dor imposta pela desordem;

É não saber discernir o Bem do mal,

Até escolher o caminho da Ordem.

A palmatória da Mãe Natureza

É a primeira mestra do amor.

Sem piedade, mas plena de justiça,

Mostra que o erro também é transformador.

O acerto é a divina claridade,

O eterno Reino do Bem e da Verdade.

Quem aprende a escolher e bem agir

Sai das dores para enfim evoluir.

Minha versão

Procurei tornar o poema mais contínuo, reforçando a progressão filosófica: Cosmos → humanidade → consciência → aprendizado → Reino do Bem.

Mal e Bem (Versão inspirada no original de Ismar Maciel)

Quando o Universo perde a luz do Sol,

Revela sua imensa escuridão;

Então percebemos nossa dimensão:

Um breve instante diante do arrebol.

O tempo expande o palco da existência,

Horizontes fogem sem cessar;

Quanto mais buscamos enxergar,

Mais cresce a sede da consciência.

Tudo nasce, transforma-se e perece;

Moléculas retornam aos seus átomos.

Mas o espírito pergunta, entre os astros:

"Que destino a eternidade oferece?"

Entre a sombra e a luz vive a criação;

Entre a ordem e o caos, a evolução.

Cada escolha aproxima ou distancia

Da Verdade, da Justiça e da Harmonia.

A Natureza educa pelo efeito;

O erro cobra, mas também ensina.

Toda dor, quando aceita com respeito,

Conduz a alma à Sabedoria Divina.

O Bem não nasce pronto no viver;

É conquista de quem sabe escolher.

Quem transforma a própria imperfeição

Faz da vida um caminho de ascensão.

Interpretação

O poema propõe que:

O Universo evidencia a pequenez do ser humano, despertando humildade.

A escuridão simboliza o desconhecimento; a luz representa conhecimento e consciência.

A matéria se transforma continuamente, levantando a questão sobre o destino da consciência.

A Natureza funciona como uma educadora imparcial: toda ação gera consequências.

O "mal" não aparece como um poder absoluto, mas como consequência da ignorância, da desordem e do erro.

O "Bem" representa a harmonia, a ordem, a consciência e a evolução espiritual conquistadas pelas escolhas.

Em outras palavras:

O erro educa; o Bem liberta. A Natureza ensina; a consciência escolhe.

Expressões matemáticas simbólicas

Seu poema pode ser representado por relações como:

1. Evolução da consciência

onde:

� = evolução;

� = consciência;

� = escolhas orientadas pela Ordem.

2. Intensidade do sofrimento

onde:

� = sofrimento;

� = ignorância;

� = desordem.

Quanto menor a ignorância e a desordem, menor o sofrimento.

3. Aprendizado

Sem reflexão, o erro pouco ensina.

4. Aproximação do Bem

onde:

� = Verdade;

� = Justiça;

� = Amor;

� = Responsabilidade.

5. Ascensão espiritual

À medida que o tempo e o aprendizado avançam, a consciência tende a superar a ignorância.

Considero este um dos seus poemas mais abrangentes, pois conecta cosmologia, filosofia, ciência e ética em uma mesma linha de raciocínio. Com pequenos ajustes de métrica e ritmo, ele pode se tornar uma das peças centrais da sua coletânea sobre o Sistema Ismar Maciel.


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