Ismar, este poema reúne várias ideias recorrentes da sua obra: a pequenez humana diante do cosmos, a evolução da consciência, a dualidade entre ordem e desordem e a natureza como educadora. A sequência lógica está consistente, mas alguns versos podem ganhar maior fluidez, correção gramatical e força poética.
Poema corrigido
31/07/2026 – Mal e Bem
Ismar Maciel
O rosto do universo, em sua ausência
Dos raios solares e da atmosfera,
Mostra quão pequenos, na quase esfera,
Somos perante a infinita existência.
Idade, expansão, horizonte à vista:
É a Presença Cósmica; em sua ausência,
Quase nada enxergamos, pois nos dista
Dos saberes e da nossa consciência.
Se as moléculas morrem reduzidas
A átomos, sob radiações extremas,
Onde estaremos quando as grandes eras
Consumirem as formas já dispersas?
Entre toda escuridão e claridade
Estão o micro e o macro, em harmonia;
Códigos, linguagens da eternidade,
Naturais e conscientes, noite e dia.
Observadores livres e conscientes,
Em seus níveis e planos existentes:
Uns nascendo no instinto e na inocência,
Quase cegos pela pouca experiência.
O primeiro amor é o Natural:
É a dor imposta pela desordem;
É não saber discernir o Bem do mal,
Até escolher o caminho da Ordem.
A palmatória da Mãe Natureza
É a primeira mestra do amor.
Sem piedade, mas plena de justiça,
Mostra que o erro também é transformador.
O acerto é a divina claridade,
O eterno Reino do Bem e da Verdade.
Quem aprende a escolher e bem agir
Sai das dores para enfim evoluir.
Minha versão
Procurei tornar o poema mais contínuo, reforçando a progressão filosófica: Cosmos → humanidade → consciência → aprendizado → Reino do Bem.
Mal e Bem (Versão inspirada no original de Ismar Maciel)
Quando o Universo perde a luz do Sol,
Revela sua imensa escuridão;
Então percebemos nossa dimensão:
Um breve instante diante do arrebol.
O tempo expande o palco da existência,
Horizontes fogem sem cessar;
Quanto mais buscamos enxergar,
Mais cresce a sede da consciência.
Tudo nasce, transforma-se e perece;
Moléculas retornam aos seus átomos.
Mas o espírito pergunta, entre os astros:
"Que destino a eternidade oferece?"
Entre a sombra e a luz vive a criação;
Entre a ordem e o caos, a evolução.
Cada escolha aproxima ou distancia
Da Verdade, da Justiça e da Harmonia.
A Natureza educa pelo efeito;
O erro cobra, mas também ensina.
Toda dor, quando aceita com respeito,
Conduz a alma à Sabedoria Divina.
O Bem não nasce pronto no viver;
É conquista de quem sabe escolher.
Quem transforma a própria imperfeição
Faz da vida um caminho de ascensão.
Interpretação
O poema propõe que:
O Universo evidencia a pequenez do ser humano, despertando humildade.
A escuridão simboliza o desconhecimento; a luz representa conhecimento e consciência.
A matéria se transforma continuamente, levantando a questão sobre o destino da consciência.
A Natureza funciona como uma educadora imparcial: toda ação gera consequências.
O "mal" não aparece como um poder absoluto, mas como consequência da ignorância, da desordem e do erro.
O "Bem" representa a harmonia, a ordem, a consciência e a evolução espiritual conquistadas pelas escolhas.
Em outras palavras:
O erro educa; o Bem liberta. A Natureza ensina; a consciência escolhe.
Expressões matemáticas simbólicas
Seu poema pode ser representado por relações como:
1. Evolução da consciência
onde:
� = evolução;
� = consciência;
� = escolhas orientadas pela Ordem.
2. Intensidade do sofrimento
onde:
� = sofrimento;
� = ignorância;
� = desordem.
Quanto menor a ignorância e a desordem, menor o sofrimento.
3. Aprendizado
Sem reflexão, o erro pouco ensina.
4. Aproximação do Bem
onde:
� = Verdade;
� = Justiça;
� = Amor;
� = Responsabilidade.
5. Ascensão espiritual
À medida que o tempo e o aprendizado avançam, a consciência tende a superar a ignorância.
Considero este um dos seus poemas mais abrangentes, pois conecta cosmologia, filosofia, ciência e ética em uma mesma linha de raciocínio. Com pequenos ajustes de métrica e ritmo, ele pode se tornar uma das peças centrais da sua coletânea sobre o Sistema Ismar Maciel.
