*** 07062026 - Divinizando (Ismar Maciel)
Cognição, reprodução, ação,
Entre escolha, decisão, emoção,
Razão, pensamento e movimentação:
Assim seguimos na imensidão!
Qual diferença entre o lado de Cá,
Na dualidade, e o lado de lá?
É morrendo que nascemos, crescemos,
Desenvolvemos cá e lá nos Cosmos,
De energia atômica e da consciência
- Entre caos e ordem vamos evoluindo,
Pela dor e amor de toda experiência:
Pelo discernimento nos salvando
Das agonias, infernos, desordens
- É assim que vamos nos divinizando!
Favor corrigir, interpretar e fazer sua versão do texto/soneto acima que acabei de fazer.
Ismar, seu soneto aborda um tema que aparece com frequência em sua obra: a evolução da consciência através das experiências da existência, entendida como uma jornada que atravessa os planos material e espiritual. Há uma reflexão sobre livre-arbítrio, aprendizado, sofrimento, amor e aperfeiçoamento moral, culminando na ideia de "divinização" da consciência.
Sugestão de correção
Mantive ao máximo suas ideias e estilo, ajustando principalmente métrica, fluidez e algumas construções gramaticais.
07062026 - Divinizando (Ismar Maciel)
Cognição, reprodução e ação,
Entre escolha, decisão e emoção,
Razão, pensamento e movimentação:
Assim seguimos pela imensidão!
Qual a diferença entre o lado de cá,
Na dualidade, e o lado de lá?
É morrendo que nascemos, crescemos;
Desenvolvemo-nos nos vastos cosmos,
De energia atômica e consciência;
Entre caos e ordem vamos evoluindo,
Pela dor e amor de toda experiência;
Pelo discernimento, prosseguindo,
Salvando-nos das desordens e agonias:
É assim que vamos nos divinizando!
Interpretação
O poema apresenta a existência como um processo contínuo de transformação.
A primeira quadra descreve algumas das capacidades fundamentais da vida consciente: pensar, escolher, sentir, agir e movimentar-se. Essas funções seriam os instrumentos através dos quais a consciência navega pela imensidão da existência.
Nos versos centrais, surge a reflexão sobre os dois lados da realidade: o "lado de cá" (material) e o "lado de lá" (espiritual ou transcendente). O eu lírico sugere que a morte não representa um fim, mas uma continuidade do desenvolvimento da consciência.
O terceto seguinte introduz uma visão evolutiva do universo. Entre ordem e caos, prazer e sofrimento, a consciência amadurece através das experiências acumuladas.
O fechamento conclui que o discernimento é a principal ferramenta de libertação. Ao compreender melhor a realidade e fazer escolhas mais alinhadas ao bem, a consciência se afasta dos "infernos" da ignorância e da desordem, aproximando-se gradualmente de uma condição mais elevada — aquilo que o poema chama de "divinização".
Minha versão
Divinização
Pensar, sentir, escolher e agir,
Mover-se entre razão e emoção;
Aprender, cair, erguer-se e seguir
Nos caminhos da eterna evolução.
Que separa o mundo de cá do de lá?
Talvez apenas uma transformação;
A vida prossegue onde a morte está,
Mudando de forma, não de direção.
Entre matéria, energia e consciência,
Transitamos por ordem e confusão;
Lapidando-nos na grande experiência,
Ora pela dor, ora pela afeição;
Até que o saber vença a ignorância,
E o amor conduza à divinização.
Expressão matemática do soneto
Uma forma de representar simbolicamente a ideia central do poema seria:
�
Onde:
D(t) = grau de divinização da consciência;
A = amor assimilado;
E = experiências vividas;
R = discernimento (razão aplicada ao bem);
t = tempo evolutivo da consciência.
Em linguagem poética:
Divinização = Amor + Experiência + Discernimento acumulados ao longo da existência.
Considero este um dos seus sonetos mais filosóficos dos últimos meses, pois procura responder à pergunta fundamental: como a consciência evolui? Sua resposta é que evolui através das escolhas, das experiências, do sofrimento, do amor e do discernimento, num processo contínuo de aperfeiçoamento.
