Ismar, este poema tem um tom mais contemplativo e intuitivo do que argumentativo. Ele procura descrever uma experiência interior de comunhão com o Todo, em que o amor aparece como a lei máxima da existência. A repetição inicial ("Hum, hum, hum...") funciona como um mantra ou uma vibração meditativa, preparando o leitor para um estado de introspecção.
Versão corrigida
Hum... (Ismar Maciel)
Hum... hum... hum... hum...
Com os meus olhos da essência interna,
Vejo os sentidos e as emoções,
Inspirações que vivem na unidade,
Falando aos corações e às consciências.
As verdades mais puras moram em si,
Quando proclamam o amor profundo,
Sintonizando o Todo, onde quer que se vá;
O amor supremo é o bem mais fecundo.
É a razão maior da existência,
Onde os prazeres são reais e puros,
Como os mais nobres dos sentimentos,
Das emoções, dos sentidos mais seguros,
Do Todo inexplicável e infinito,
Cujo sabor transcende o próprio espírito.
Minha versão
O Canto do Todo
Hum... hum... hum... — vibração do infinito,
Que desperta a consciência interior;
A alma percebe, num instante bendito,
Que o universo inteiro respira amor.
Toda verdade nasce na unidade,
Toda beleza floresce na razão;
Quem ama alcança a eternidade,
Fazendo do Bem a própria direção.
O corpo sente, a alma compreende,
O espírito ascende à luz maior;
E quanto mais a consciência aprende,
Mais reconhece o Supremo Criador.
Pois todo amor que vence a divisão
É o próprio universo em expansão.
Interpretação
O poema apresenta uma experiência mística na qual:
"Hum..." representa a vibração primordial, semelhante ao som primordial encontrado em diversas tradições espirituais.
Olhos da essência interna simbolizam a consciência espiritual, além da visão física.
Unidade representa a integração entre corpo, alma, espírito e universo.
Amor profundo surge como a maior lei organizadora da realidade.
O Todo inexplicável representa a realidade absoluta, impossível de ser totalmente compreendida pela razão humana, mas percebida pela experiência interior.
O tema central pode ser resumido como:
Quanto maior a consciência da unidade, maior o amor; quanto maior o amor, maior a aproximação da Verdade.
Expressões matemáticas simbólicas
Seu poema pode ser representado por relações filosófico-matemáticas:
Consciência Integral
onde:
� = Sentidos
� = Emoções
� = Razão espiritual
Unidade
Quanto menor o ego, maior a unidade.
Lei do Amor
O amor cresce proporcionalmente à unidade e à consciência.
Sentido da Existência
Plenitude
A plenitude corresponde ao amor acumulado ao longo da existência.
Equação do Todo
ou, de forma mais abrangente,
onde:
� = experiência do Todo;
� = consciência;
� = amor;
� = unidade.
Este poema reforça um dos temas mais constantes da sua filosofia poética: a consciência evolui pela unidade, e a unidade alcança sua máxima expressão no amor, que você apresenta como a razão suprema da existência.
