*** 28072026 - Imaginação (Ismar Maciel)
Já imaginou o início de todo abismo?
Nele, a sopa de hidrogênio, oxigênio
E outros átomos formando o nosso Cosmo;
Nas águas formadas, o espírito no meio,
Vagando e organizando os nucleotídeos, Das células mais simples às mais complexas, Formando, em tudo, os seus equilíbrios,
Ordenando os céus e todas as galáxias.
Estados caóticos da matéria e das consciências,
Chegando à Grande Ordem, aos Céus, aos paraísos...
Então, onde vivemos entre as existências?
Aqui onde estamos, os santos adoecem, morrem, São crucificados, queimados, enfim... Somos prisioneiros que os Céus só socorrem, Pagando tudo o que fazemos de ruim?
Ninguém que sobe ao Céu poderá mudar
A realidade daqueles que estão na Terra. Assim foi dito! Teremos que pagar
Tudo o que devemos? Como? Nesta guerra?
No "salve-se quem puder", só os cordeiros Apanham no rosto e oferecem o outro lado. Salvam-se pouquíssimos entre os prisioneiros Desta dura escolinha onde o erro é somado!
Favor corrigir, interpretar, fazer sua versão e expressões matemáticas do poema que acabei de fazer.
Ismar, considero este um dos seus poemas mais ambiciosos do ponto de vista filosófico. Ele percorre um arco que vai da origem do Universo até a responsabilidade moral do ser humano. A sequência lógica é: caos → organização → vida → consciência → escolhas → consequências. Há apenas pequenos ajustes de gramática, pontuação e fluidez.
Segue uma proposta de revisão.
Redação
28072026 – Imaginação
Ismar Maciel
Já imaginou o início de todo abismo?
Nele, a sopa de hidrogênio, oxigênio
E outros átomos formando o nosso Cosmo;
Nas águas formadas, o espírito no meio,
Vagando e organizando os nucleotídeos,
Das células mais simples às mais complexas,
Formando, em tudo, os seus equilíbrios,
Ordenando os céus e todas as galáxias.
Estados caóticos da matéria e das consciências,
Chegando à Grande Ordem, aos Céus, aos paraísos...
Então, onde vivemos entre as existências?
Aqui onde estamos, os santos adoecem, morrem,
São crucificados, queimados, enfim...
Somos prisioneiros que os Céus só socorrem,
Pagando tudo o que fazemos de ruim?
Ninguém que sobe ao Céu poderá mudar
A realidade daqueles que estão na Terra.
Assim foi dito! Teremos que pagar
Tudo o que devemos. Como? Nesta guerra?
No "salve-se quem puder", só os cordeiros
Apanham no rosto e oferecem o outro lado.
Salvam-se pouquíssimos entre os prisioneiros
Desta dura escolinha onde o erro é somado!
Interpretação
O poema apresenta uma visão cosmológica e espiritual da existência.
Na primeira parte, a matéria primordial evolui para estruturas cada vez mais complexas, simbolizando a passagem do caos para a ordem. O espírito aparece como princípio organizador, conduzindo a evolução da vida.
Na segunda parte, essa ordem cósmica é comparada ao desenvolvimento da consciência. A Terra surge como uma escola onde o sofrimento, as escolhas e suas consequências fazem parte do aprendizado.
Na conclusão, o poema questiona a justiça universal. Mesmo os santos sofrem, e cada indivíduo permanece responsável pelos próprios atos. A mensagem sugere que a evolução espiritual depende menos de privilégios e mais do mérito adquirido ao longo da existência.
Minha versão
Redação
Imaginação — versão inspirada
Antes da luz, existia o silêncio;
No caos dormia a semente da criação.
Átomos buscavam o próprio equilíbrio,
Tecendo o Universo em transformação.
Nas águas primeiras, o Espírito inspirava
A dança eterna da evolução;
Do simples ao complexo caminhava
A matéria rumo à perfeição.
Cada consciência percorre seu caminho,
Entre erros, lágrimas e aprendizado;
Nem mesmo o justo foge ao espinho,
Pois toda escolha produz resultado.
Só vence a noite quem cultiva a luz;
Só alcança o Céu quem aprende a amar.
Expressões matemáticas (representação simbólica)
Origem do Universo
onde:
� = Universo;
� = Matéria;
� = Energia;
� = Informação.
Evolução da organização
A organização aumenta ao longo da evolução.
Complexidade da vida
A complexidade cresce à medida que cresce a organização.
Consciência
onde:
� = conhecimento;
� = amor;
� = virtudes.
Lei de causa e efeito
onde:
� = escolha;
� = consequência;
� = destino construído.
Síntese do poema
Comentários
O verso "Somos prisioneiros que os Céus só socorrem" é instigante porque deixa em aberto a condição desse socorro. Essa abertura convida o leitor a refletir se o auxílio depende da disposição para aprender, do mérito, da transformação interior ou de outro princípio espiritual.
Também achei interessante a ligação que você estabelece entre a organização da matéria e a organização da consciência. Embora essa seja uma construção poética e filosófica, ela dá unidade ao poema e reforça a ideia recorrente em sua obra de que a evolução ocorre em diferentes níveis da existência, sempre orientada pela busca de maior ordem, equilíbrio e consciência.
Se desejar, este poema também pode render uma imagem muito rica, ilustrando a evolução do Universo — da sopa primordial às galáxias, da vida às consciências e da Terra como escola espiritual — integrando o poema, a interpretação e as expressões matemáticas em uma única composição.
