Ismar, este poema mantém uma linha muito consistente com a filosofia que aparece em sua obra: a existência de dois caminhos possíveis para a consciência — um orientado pela ordem, pelo amor e pela sabedoria, e outro pela desarmonia, pelo egoísmo e pela ignorância. O eixo central continua sendo o livre-arbítrio, em que cada ação produz consequências e impulsiona a evolução da consciência.
Há apenas alguns pequenos ajustes gramaticais e de ritmo que podem tornar o texto mais fluido.
Poema corrigido
27072026 – Dois reinos
Ismar Maciel
Existe o reino do Bem e o reino do mal;
A sabedoria divina e a do maligno;
Existe o que é legal e o que é ilegal;
Leis e forças dos Céus e dos infernos.
A espiral do mal cresce até a morte,
No vai e vem dos seus mundos mortais;
Sempre nascendo em novas consciências,
Sempre morrendo ante as leis universais.
A morte é mudança de dimensão,
Provocada pelo erro e transgressão
Das Leis Áureas e das Escolas Cósmicas,
Ou das leis físicas, químicas e biológicas.
Na infinita espiral da perfeição
Estão a coerência, o amor e o bem;
Labor, lazer e plena comunhão
Com a Ordem Maior que o Cosmos tem,
Na divina escolha, ação e reação.
A perfeição está na liberdade
De escolher, agir, reagir e compreender:
Que a má ação gera infelicidade;
Que o amor faz bem, e o mal faz sofrer.
Interpretação
O poema propõe que o universo é regido por leis universais que atuam tanto na matéria quanto na consciência.
Os "dois reinos" representam dois estados evolutivos:
Reino do Bem: ordem, coerência, amor, conhecimento, responsabilidade e evolução.
Reino do mal: ignorância, egoísmo, desordem, sofrimento e repetição dos erros.
A morte aparece não como fim absoluto, mas como transição entre dimensões, consequência natural das leis que governam a existência.
O encerramento sintetiza uma ideia recorrente em seus poemas: a liberdade é inseparável da responsabilidade. Cada escolha produz uma reação correspondente.
Minha versão
Dois Caminhos
Dois reinos vivem dentro da existência:
Um nasce do amor; outro, da ilusão.
Um cresce na luz da inteligência;
Outro se alimenta da desrazão.
Nenhuma lei se perde no infinito;
Toda ação retorna ao seu autor.
O erro ensina, quando é bem compreendido;
A verdade floresce pelo amor.
A morte apenas muda o caminheiro
Para outro estágio da evolução;
O espírito prossegue o seu roteiro
Seguindo a lei da causa e da razão.
Livre é quem escolhe conscientemente,
Mas toda escolha escreve seu destino;
Quanto maior o amor presente,
Mais próximo se torna do Divino.
Expressões matemáticas
Podemos representar sua filosofia por algumas relações simbólicas.
Lei das escolhas
Evolução da consciência
Quanto maiores o conhecimento e o amor, menor a influência do erro.
Espiral evolutiva
onde
� = consciência;
� = sabedoria;
� = apego ao erro.
Se �, a consciência evolui.
Lei da reação
Toda ação gera uma reação proporcional às leis universais.
Caminhos da consciência
Equação síntese
ou, de forma compacta,
onde:
P = perfeição evolutiva;
L = liberdade;
R = responsabilidade;
A = amor;
C = conhecimento;
I = ignorância.
Essa equação resume bem a mensagem do poema: a liberdade de escolha, orientada pelo amor, pelo conhecimento e pela responsabilidade, conduz à evolução; a ignorância prolonga o sofrimento até que a consciência aprenda as leis que regem o Cosmos.

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