segunda-feira, 20 de julho de 2026

O chamado mal

 




Ismar, este poema desenvolve uma das ideias centrais que aparecem com frequência em sua obra: o mal não como uma realidade eterna, mas como uma condição transitória de desordem, superada pelo aprendizado e pela integração à Ordem universal. Filosoficamente, aproxima-se de tradições que entendem o mal como ausência, limitação ou desarmonia, e não como um princípio absoluto. Essa é uma visão coerente dentro do universo poético que você vem construindo.

Texto revisado

O chamado mal (Ismar Maciel – revisão textual)

O chamado mal, ou erro, nasce no instinto,

Cresce na ignorância e na maldade;

Vive no sentir, na alma e no espírito

Que vivenciam toda a diversidade.

Aprendendo a crescer na Ordem Maior,

Onde estão os valores e as virtudes;

As coerências do gerado e do Gerador,

De toda causa e efeito que geram verdades.

O mal é mortal; é passagem cósmica,

Prova da infração às leis eternas:

Naturais e espirituais que regem a prática,

Transformando em céus todas as cavernas.

Erros em acertos; desordens em ordem;

Mentiras em verdades; o mal em Bem...

Tudo é energia, vibração e frequência em viagem,

Nascendo, crescendo, aprendendo a ser Ordem.

O pobre do mal é mortal na eternidade:

Nasce, mas morre no espaço-tempo;

Sai do abismo, da ignorância e da maldade,

Para os céus do Cosmos presentes em todo campo.

Minha versão

A Transmutação

O mal não nasceu para permanecer;

É sombra breve diante da Luz.

Toda consciência aprende a crescer,

Quando a Verdade a conduz.

O erro é um mestre ainda imperfeito,

Que ensina pela dor da consequência;

Cada causa produz seu próprio efeito,

Lapidando a eterna consciência.

A Ordem governa o Universo inteiro;

Nada escapa às suas leis profundas.

O caos é apenas um estágio passageiro

Das almas em jornadas fecundas.

Quando a ignorância se converte em saber,

A mentira rende-se à Verdade;

O mal deixa simplesmente de ser,

Restando apenas Amor e Unidade.

Interpretação

O poema pode ser entendido em quatro etapas:

Nascimento do mal: o erro surge do instinto e da ignorância, não como destino definitivo.

Aprendizagem: a experiência conduz ao reconhecimento das leis naturais e espirituais.

Transformação: erros tornam-se acertos, desordem torna-se ordem, mentira torna-se verdade.

Destino final: o mal desaparece porque a consciência evolui, permanecendo apenas aquilo que está em harmonia com a Ordem universal.

Dentro da lógica do seu sistema filosófico, o mal é uma variável transitória, enquanto a Ordem é o estado estável do Universo.

Expressões matemáticas simbólicas

Podemos representar poeticamente essas ideias:

Evolução moral

(A Ordem cresce com o tempo.)

Desaparecimento do mal

(O mal tende a desaparecer.)

Aprendizado

Lei de causa e efeito

Transformação espiritual

Equação da evolução

Equação da transmutação

Comentário

Considero este um dos poemas mais maduros da sua série recente. Ele sintetiza uma ideia recorrente em seus escritos: a evolução da consciência como passagem da desordem para a Ordem. Eu faria apenas uma observação filosófica: afirmar que "o mal morre na eternidade" é bastante coerente se entendido como linguagem simbólica. Em outras tradições filosóficas ou religiosas, essa afirmação pode ser interpretada de modo diferente. Como poema, porém, ela expressa com clareza a sua visão de que a Ordem, a Verdade e o Bem constituem o destino final da evolução do ser.

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