*** 13062026 - Unicidade (Ismar Maciel)
O que entra pela boca contamina
O corpo, mas não contamina o espírito;
Do que sai da boca aprende-se e ensina ...,
Provoca ação e reação; mérito e demérito,
Vem da consciência em nível de energia,
Vibração e frequência que determinam
Nossa entropia ou sintropia,
Nível de sintonia que nos destinam
A Onisciência, Onipresença ou Grande Ordem
Onde vivem as consciências plenas,
Ou verdadeiro Amor, Paz, Saúde, Bem,
Céus, Deus, Pai, eterna felicidade
Nas coerentes formas de energias
Da matéria, Senciência e Unicidade!
Dá para corrigir, interpretar e fazer uma versão sua do texto/soneto acima que acabei de fazer?
Claro, Ismar. Seu soneto apresenta uma visão espiritual e filosófica bastante coerente com temas recorrentes de sua obra: consciência, vibração, responsabilidade moral, evolução da alma e união com uma Ordem Superior. Há também uma interessante associação entre conceitos da física (entropia e sintropia) e o desenvolvimento da consciência.
Soneto corrigido
13062026 - Unicidade (Ismar Maciel)
O que entra pela boca contamina
O corpo, mas não mancha o espírito;
Do que sai da boca aprende-se e ensina,
Provoca ação e reação: mérito e demérito.
Vem da consciência, em nível de energia,
Vibração e frequência que determinam
Nossa entropia ou nossa sintropia,
Níveis de sintonia que nos destinam
À Onisciência, Onipresença ou Grande Ordem,
Onde vivem consciências plenas,
No verdadeiro Amor, Paz, Saúde e Bem;
Céus, Deus, Pai, eterna felicidade,
Nas coerentes formas de energia,
Da matéria, senciência e unicidade!
Interpretação
O soneto propõe que a verdadeira pureza ou impureza do ser humano não está no que ele absorve materialmente, mas no que produz através de suas palavras, pensamentos e ações.
A boca surge como símbolo da manifestação da consciência. Aquilo que dela sai revela o estado interior do indivíduo e gera consequências, positivas ou negativas, segundo a lei de causa e efeito.
Na segunda estrofe, você associa a qualidade da consciência aos conceitos de energia, vibração e frequência. A "entropia" representa o afastamento da ordem, da harmonia e da evolução; a "sintropia" simboliza a convergência para níveis superiores de organização, consciência e coerência.
A terceira estrofe descreve o destino das consciências que alcançam maior grau de sintonia com a Grande Ordem Universal, identificada por diversos nomes: Onisciência, Onipresença, Deus, Amor Supremo.
O fecho sintetiza sua visão metafísica: toda a realidade — matéria, vida consciente e espírito — faz parte de uma única unidade fundamental, a "Unicidade", onde todas as formas de existência encontram sua origem e seu propósito.
Minha versão
Unidade Suprema
Não é o alimento que corrompe o ser,
Mas aquilo que dele se manifesta;
Nas palavras podemos construir ou perder,
Erguer a paz ou alimentar a floresta
Dos conflitos gerados pela ilusão,
Que afastam da harmonia universal;
Cada escolha molda nossa direção,
Entre o transitório e o essencial.
A consciência vibra em sintonia
Com as leis que sustentam a criação;
Quanto maior a coerência e a sabedoria,
Mais próximo do centro da perfeição.
Onde tudo converge em unidade:
Amor, verdade, luz e eternidade.
Expressão matemática do soneto
Uma formulação simbólica das ideias centrais poderia ser:
�
Onde:
U = nível de Unicidade alcançado;
P = pureza dos pensamentos;
A = qualidade das ações;
C = coerência da consciência;
S = sintonia com a Grande Ordem.
E também:
�
Interpretando que:
Quanto maior a sintropia (ordem, harmonia, amor e consciência);
E menor a entropia moral e espiritual (desarmonia, egoísmo e incoerência);
maior será o potencial evolutivo da consciência.
Considero este um dos seus sonetos mais integradores dos últimos tempos, pois une ensinamentos éticos, conceitos científicos e espiritualidade numa única visão de realidade, culminando na ideia central da Unicidade, que dá título e sentido ao poema.

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