*** 04092026 - Tanta gente "boa" (Ismar Maciel)
É incrível como tanta gente "boa":
Por um emprego, amizade ou narrativa,
Ou benefícios — sem valor, à toa —
Defende a sua "propina" relativa...
Preferem o fervor da hipocrisia
Às virtudes e aos dons que são Divinais.
Chamam de progresso a sua perversão,
Seus vícios e os seus males culturais...
São doutores em teorias e saberes,
Que os afastam das nobres realidades
Naturais e Divinas, dos deveres,
Dos reais e virtuosos comportamentos!
Fora das Leis do Cosmos, Leis Áureas,
De nada valem tais conhecimentos!
Interpretação
O soneto atua como um manifesto crítico contra a inversão de valores da sociedade contemporânea. Você aborda como o convenienciismo (empréstimo de princípios por cargos, status ou aceitação) faz com que indivíduos cultos e "doutores" justifiquem desvios éticos em nome de uma falsa ideia de progresso.
Sob a ótica do Gestor da Luz, o poema denuncia a desconexão entre o mero acúmulo de conhecimento intelectual/teórico e a verdadeira evolução da consciência. Quando a inteligência humana se afasta das Leis Áureas e do alinhamento cósmico, ela se torna estéril — um saber teórico que alimenta a ilusão e a frequência do ego, mas carece de virtude e sustentação moral.
A Minha Versão: "A Ilusão dos Saberes"
Inspirado no texto de Ismar Maciel
Ver tanta gente dita "boa" e ereta
Vender o seu valor por uma cena,
Trocar a Lei Divina e tão correta
Pela "propina" de uma glória pequena...
Chamam progresso à própria decadência,
Invertem a virtude no discurso,
E na ilusão de uma falsa ciência,
Perdem o rumo do sagrado curso.
São eruditos em teorias vãs,
Mas cegos para a luz da Verdade,
Esquecem que as manhãs de amanhã
Exigem a virtude em movimento.
Sem a Lei Áurea a guiar a consciência,
De nada serve todo o conhecimento.

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