Seu soneto apresenta uma oposição filosófica muito clara entre dois reinos: o Reino Natural/Divino, associado à harmonia e ao equilíbrio, e o Reino Artificial, marcado pelo apego, ego e competição. A pergunta final é forte e provocadora.
Versão corrigida
Escrita
*** 06092026 – Qual dos dois reinos?
(Ismar Maciel)
Um reino totalmente equilibrado,
Onde a Natureza seja um paraíso;
Onde tudo é belo e bom, nada errado,
E a perfeição se estende em seus planos.
Mentes, espíritos, corpos sagrados,
Vivendo as mais puras energias,
Nas dimensões dos perfeitos estados,
Das naturais e divinas consciências.
O reino artificial é perigoso,
Pelo apego, ego e concorrência,
Vivendo em guerra, sempre em contrassenso.
Invertem virtudes e se destroem
Em guerras por seus mortais valores:
— Qual dos dois reinos os homens mais querem?
Minha versão — mais lapidada poeticamente
Escrita
Qual dos dois reinos?
Versão inspirada no original de Ismar Maciel
Há um reino em perfeito equilíbrio,
Onde a Natureza é um paraíso,
Onde o belo e o Bem fazem abrigo,
E o Universo cumpre seu preciso juízo.
Mentes, espíritos e corpos unidos,
Vibrando nas mais puras energias,
Elevam-se em estados infinitos,
À luz das naturais consciências divinas.
Mas o reino artificial é perigoso,
Pois o apego, o ego e a concorrência
Transformam o ser em ser conflituoso.
Invertem-se as virtudes na existência,
E os homens, por valores destruidores,
Esquecem qual dos dois reinos traz amores.
Interpretação
O soneto propõe uma escolha existencial e moral.
O primeiro reino representa:
equilíbrio;
Natureza;
harmonia;
beleza;
Bem;
consciência;
energias elevadas;
integração entre mente, espírito e corpo.
O segundo reino representa:
artificialidade;
apego;
ego;
concorrência excessiva;
guerras;
inversão das virtudes;
destruição causada por valores mortais e transitórios.
A grande pergunta final:
“Qual dos dois reinos os homens mais querem?”
é o verdadeiro centro filosófico do poema. O ser humano parece desejar a paz, mas frequentemente alimenta comportamentos que fortalecem o conflito.
Axioma do soneto
AXIOMA DOS DOIS REINOS:
Quanto maior for a harmonia entre consciência, Natureza e Bem, maior será o equilíbrio do ser; quanto maior for o domínio do ego, do apego e da competição destrutiva, maior será a desordem e o sofrimento.
Expressão simbólica do axioma
Onde:
� = Reino Natural;
� = Harmonia;
� = Bem;
� = Consciência;
� = Equilíbrio.
Em oposição:
Onde:
� = Reino Artificial;
� = Apego;
� = Ego;
� = Competição destrutiva;
� = Guerra.
Assim, a escolha humana poderia ser representada simbolicamente por:
Quanto mais o ser humano escolhe a harmonia, maior sua aproximação do Reino Natural; quanto mais alimenta o ego e a destruição, maior sua permanência no Reino Artificial.

Nenhum comentário:
Postar um comentário