Claro, Ismar. O poema traz uma ideia muito coerente com a sua linha filosófica recente: viver como parte de uma “corrente do Bem”, elevando a consciência por sintonia com o Amor, a Ordem e as realidades divinas.
1. Poema corrigido
Fiz apenas correções de gramática, concordância, pontuação e algumas escolhas de palavras, preservando sua ideia original:
Escrita
19/08/2026 — Corrente do Bem
(Ismar Maciel)
Viver na corrente do Bem, do Amor,
Na Onisciência e Onipresença Divina,
Fora de todo o mal, de toda a dor,
No corpo da Onipotência eterna,
Nas vibrações, frequências, energias
Internas e externas, mais sagradas,
Nas perfeitas ordens e sintonias
Com as realidades gerenciadas
Pelas nossas bem formadas consciências,
Vencedoras das desordens e abismos,
Que não necessitam mais ser encarnadas
Nas prisões materiais pelas quais passamos!
Minha interpretação
O poema pode ser entendido como uma teoria da evolução da consciência pela sintonia.
A “Corrente do Bem” funciona como uma espécie de campo de atração espiritual. Viver nela significa ajustar pensamentos, sentimentos, ações e escolhas às frequências do Amor, do Bem, da Ordem e da harmonia.
Há uma progressão muito bonita:
Bem → Amor → Consciência → Sintonia → Ordem → Superação → Libertação.
Na primeira estrofe, você estabelece o campo divino: Onisciência, Onipresença e Onipotência.
Na segunda, transforma esse campo em uma linguagem quase físico-matemática: vibrações, frequências e energias. A consciência passa a ser compreendida como algo que pode entrar em sintonia com diferentes estados de realidade.
Na terceira, aparece o objetivo da evolução: uma consciência suficientemente formada torna-se capaz de vencer desordens e abismos. A “prisão material” deixa de ser uma condenação e passa a representar uma etapa da escola evolutiva.
Assim, o poema sugere:
Quanto maior a consciência, maior a sintonia com a Ordem e o Bem; quanto maior essa sintonia, menor a necessidade de retornar aos estados de desordem.
Isso se conecta muito bem com seus poemas anteriores sobre evolução, mal como fase da consciência, Cruz Perfeita e o Bem como princípio ordenador.
3. Minha versão poética
Na minha versão, procurei conservar sua filosofia, mas dar mais unidade à ideia de corrente → frequência → sintonia → evolução:
Escrita
19/08/2026 — Corrente do Bem
(a partir do poema de Ismar Maciel)
Viver na Corrente do Bem e do Amor,
Em sintonia com a Consciência Divina,
Transcender todo o mal, vencer a dor,
Buscar a Luz que a consciência ilumina.
Vibrar nas frequências da harmonia,
Nas energias internas e exteriores,
Fazer da própria vida uma sintonia
Com as leis eternas, sábias e superiores.
E quando a consciência, enfim, despertar,
Vencendo os seus abismos e desordens,
Já não precisará voltar a encarnar
Nos mundos onde ainda imperam as desordens;
Pois quem aprende plenamente a amar
Ascende às dimensões das novas ordens.
Nesta versão, fiz uma mudança conceitual no fechamento: “ascende às dimensões das novas ordens”. Isso deixa a conclusão menos negativa que “prisões materiais” e enfatiza o destino evolutivo.
4. Expressões matemáticas do poema
Aqui podemos transformar sua filosofia em um pequeno modelo matemático simbólico.
A. Corrente do Bem
Podemos representar a intensidade da Corrente do Bem por:
onde:
� = intensidade da Corrente do Bem;
� = Amor;
� = nível de Consciência;
� = Sintonia com a Ordem.
Quanto maiores �, � e �, maior seria �.
B. Consciência e desordem
Uma das ideias centrais do poema pode ser expressa assim:
onde:
� = consciência;
� = desordem.
Ou seja:
à medida que a consciência evolui, a desordem tende a diminuir.
C. Sintonia
Podemos representar a sintonia entre a consciência e o Bem por:
onde � representa a diferença entre o estado da consciência e o estado ideal de harmonia.
Quando:
temos:
ou seja, sintonia máxima.
É uma analogia matemática, não uma afirmação de que a consciência espiritual seja literalmente uma onda física.
D. Evolução
Uma equação simbólica bastante adequada ao seu sistema seria:
onde:
� = consciência;
� = tempo;
� = influência do Bem;
� = desordem;
� = constante de evolução.
Se:
então:
e a consciência evolui.
Se:
temos equilíbrio:
E, no seu modelo filosófico, quando a desordem domina:
a evolução fica prejudicada.
5. A “equação” central do poema
Eu resumiria Corrente do Bem por esta expressão:
E, de forma ainda mais compacta:
Quanto maior o Amor e a Sintonia, e quanto menor a Desordem, maior o estado evolutivo da consciência.
O axioma que nasce do poema
“Toda consciência evolui quando aumenta sua sintonia com o Amor, o Bem e a Ordem, reduzindo progressivamente a desordem que a mantém presa aos estágios inferiores da existência.”
Esse poema, portanto, pode ocupar um lugar muito interessante na sequência dos seus últimos trabalhos: a “Cruz Perfeita” apresenta a estrutura dos opostos; “O mal é uma fase na idade” apresenta a evolução da consciência; e “Corrente do Bem” apresenta o mecanismo de sintonia pelo qual essa consciência procura sair da desordem e aproximar-se da perfeição.

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