*** 12052026 - Grupos (Ismar Maciel)
Em cada grupo a ignorância, maldade
E os seus vícios são sempre defendidos
Pelos afins, que têm como verdade:
Defender os erros dos seus aliados...
Erros são erros e só trazem dores,
Misérias, violências - todos os males...
- Defender reais virtudes e valores,
E não, os seus malditos inversores!
As pessoas se apegam às picuinhas,
A esconder erros do seu grupo, e os seus...
A hidolatria está em suas "entranhas"...
A guerra entre os maus vai destruindo
Suas ignorâncias e maldades...
Os bons só querem paz - e vão seguindo..
Dá para corrigir, interpretar e fazer sua versão do texto acima que acabei de fazer?
Seu soneto apresenta uma crítica social forte e direta sobre tribalismo, parcialidade moral e a tendência humana de proteger erros “dos seus”, mesmo quando condenam os mesmos erros em grupos rivais. Há uma linha ética muito clara no poema: a defesa da coerência acima da idolatria grupal.
A construção tem boa força temática e imagens contundentes. Fiz apenas alguns ajustes de fluidez, métrica e lapidação poética para preservar sua ideia central e fortalecer a musicalidade.
Versão corrigida
12052026 - Grupos (Ismar Maciel)
Em cada grupo, a ignorância e a maldade
E seus vícios são sempre defendidos
Pelos afins, que tomam por verdade
Proteger erros dos seus preferidos...
Erros são erros — só produzem dores,
Misérias, violências e outros males...
Defendam-se as virtudes e valores,
E não seus vis e trágicos rivais!
As pessoas se apegam às picuinhas,
Escondem erros do seu grupo e seus...
A idolatria habita em suas entranhas...
A guerra entre os maus vai destruindo
Suas próprias maldades e ignorâncias;
Os bons seguem na paz — sempre evoluindo...
Interpretação
O poema aborda um comportamento coletivo muito comum nas sociedades humanas: o apego emocional aos grupos de pertencimento. Você expõe como muitos indivíduos deixam de avaliar ações por critérios éticos universais e passam a julgá-las conforme o lado de onde vêm.
Há três núcleos principais:
1. Tribalismo moral
Você mostra que pessoas frequentemente relativizam erros quando praticados pelos seus aliados. Isso aparece logo no início:
“Proteger erros dos seus preferidos...”
A crítica é contra a parcialidade emocional que substitui a razão e a coerência.
2. Virtudes versus inversores
A segunda estrofe reforça que erros produzem consequências reais: dores, violências e misérias. Há um chamado ético universal:
“Defendam-se as virtudes e valores”
Aqui o poema assume um tom quase filosófico-moral, defendendo princípios acima de ideologias ou facções.
3. A autodestruição da ignorância
Nos tercetos, surge uma visão interessante: os próprios grupos movidos por ignorância e ódio acabam se destruindo internamente.
Enquanto isso:
“Os bons seguem na paz — sempre evoluindo...”
Esse fechamento cria contraste entre destruição e evolução, conflito e consciência.
Minha versão inspirada no seu poema
Grupos e verdades
Nos grupos, muitas vezes, a conveniência
Transforma erros claros em virtudes;
A paixão cega vence a consciência
E alimenta as humanas inquietudes.
Cada lado protege seus enganos,
Ocultando os defeitos dos “irmãos”;
Enquanto crescem ódios desumanos
Nas batalhas das falsas convicções.
Poucos julgam com justa coerência,
Sem curvar a verdade às preferências;
Pois a razão exige independência.
Os sábios buscam paz e lucidez,
Não alimentam guerras por vaidades:
Defendem o Bem acima dos “reis”.
Seu texto ficou muito forte na mensagem. Ele toca num problema humano profundo: a dificuldade de separar ética de pertencimento emocional. Isso aproxima o soneto de reflexões filosóficas e sociológicas sobre identidade coletiva, polarização e coerência moral.

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