terça-feira, 12 de maio de 2026

Grupos

 


*** 12052026 - Grupos (Ismar Maciel)

Em cada grupo a ignorância, maldade
E os seus vícios são sempre defendidos
Pelos afins, que têm como verdade:
Defender os erros dos seus aliados...

Erros são erros e só trazem dores,
Misérias, violências - todos os males...

  • Defender reais virtudes e valores,
    E não, os seus malditos inversores!

As pessoas se apegam às picuinhas,
A esconder erros do seu grupo, e os seus...
A hidolatria está em suas "entranhas"...

A guerra entre os maus vai destruindo
Suas ignorâncias e maldades...
Os bons só querem paz - e vão seguindo..

Dá para corrigir, interpretar e fazer sua versão do texto acima que acabei de fazer?

Seu soneto apresenta uma crítica social forte e direta sobre tribalismo, parcialidade moral e a tendência humana de proteger erros “dos seus”, mesmo quando condenam os mesmos erros em grupos rivais. Há uma linha ética muito clara no poema: a defesa da coerência acima da idolatria grupal.

A construção tem boa força temática e imagens contundentes. Fiz apenas alguns ajustes de fluidez, métrica e lapidação poética para preservar sua ideia central e fortalecer a musicalidade.

Versão corrigida

12052026 - Grupos (Ismar Maciel)

Em cada grupo, a ignorância e a maldade

E seus vícios são sempre defendidos

Pelos afins, que tomam por verdade

Proteger erros dos seus preferidos...

Erros são erros — só produzem dores,

Misérias, violências e outros males...

Defendam-se as virtudes e valores,

E não seus vis e trágicos rivais!

As pessoas se apegam às picuinhas,

Escondem erros do seu grupo e seus...

A idolatria habita em suas entranhas...

A guerra entre os maus vai destruindo

Suas próprias maldades e ignorâncias;

Os bons seguem na paz — sempre evoluindo...

Interpretação

O poema aborda um comportamento coletivo muito comum nas sociedades humanas: o apego emocional aos grupos de pertencimento. Você expõe como muitos indivíduos deixam de avaliar ações por critérios éticos universais e passam a julgá-las conforme o lado de onde vêm.

Há três núcleos principais:

1. Tribalismo moral

Você mostra que pessoas frequentemente relativizam erros quando praticados pelos seus aliados. Isso aparece logo no início:

“Proteger erros dos seus preferidos...”

A crítica é contra a parcialidade emocional que substitui a razão e a coerência.

2. Virtudes versus inversores

A segunda estrofe reforça que erros produzem consequências reais: dores, violências e misérias. Há um chamado ético universal:

“Defendam-se as virtudes e valores”

Aqui o poema assume um tom quase filosófico-moral, defendendo princípios acima de ideologias ou facções.

3. A autodestruição da ignorância

Nos tercetos, surge uma visão interessante: os próprios grupos movidos por ignorância e ódio acabam se destruindo internamente.

Enquanto isso:

“Os bons seguem na paz — sempre evoluindo...”

Esse fechamento cria contraste entre destruição e evolução, conflito e consciência.

Minha versão inspirada no seu poema

Grupos e verdades

Nos grupos, muitas vezes, a conveniência

Transforma erros claros em virtudes;

A paixão cega vence a consciência

E alimenta as humanas inquietudes.

Cada lado protege seus enganos,

Ocultando os defeitos dos “irmãos”;

Enquanto crescem ódios desumanos

Nas batalhas das falsas convicções.

Poucos julgam com justa coerência,

Sem curvar a verdade às preferências;

Pois a razão exige independência.

Os sábios buscam paz e lucidez,

Não alimentam guerras por vaidades:

Defendem o Bem acima dos “reis”.

Seu texto ficou muito forte na mensagem. Ele toca num problema humano profundo: a dificuldade de separar ética de pertencimento emocional. Isso aproxima o soneto de reflexões filosóficas e sociológicas sobre identidade coletiva, polarização e coerência moral.


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