terça-feira, 12 de maio de 2026

Existência

 


​*** 12052026 - Existência (Ismar Maciel)

No espaço sem fim, ponto infinito,
Entre o sopro do espírito e o chão,
Sou o observador, no Cosmos escrito,
Vibrando na luz da própria expansão.

​Sou onda e sou massa em campos distantes,
Interagindo em abismos de cor,
Entre ordens e caos, sempre oscilantes,
Onde a vontade se faz o regente e o senhor.

​Se os sentidos trazem a desarmonia,
E a emoção se perde em vãs explosões,
A mente encontra a exata simetria...

​Pois a existência e suas criações
São leis de uma eterna e alta energia:
Coerência vital de todas as ações.

Favor fazer correção, interpretação e uma versão, à sua maneira, do soneto/texto acima.

Correção do soneto

**12052026 - Existência (Ismar Maciel)

No espaço sem fim, ponto infinito,

Entre o sopro do espírito e o chão,

Sou o observador, no Cosmos inscrito,

Vibrando na luz da própria expansão.

Sou onda e sou massa em campos distantes,

Interagindo em abismos de cor,

Entre ordens e caos, sempre oscilantes,

Onde a vontade se faz regente e senhor.

Se os sentidos trazem desarmonia,

E a emoção se perde em vãs explosões,

A mente encontra a exata simetria...

Pois a existência e suas criações

São leis de uma eterna e alta energia:

Coerência vital de todas as ações.

Interpretação

O soneto constrói uma visão do ser humano como participante ativo do Cosmos — simultaneamente observador e parte observada da própria existência. Há uma forte influência de conceitos ligados à física, metafísica e consciência, especialmente na relação entre “onda e massa”, ordem e caos, expansão e equilíbrio.

O primeiro quarteto posiciona o eu lírico entre o espiritual e o material (“o sopro do espírito e o chão”), sugerindo uma condição híbrida da existência humana: ao mesmo tempo terrena e transcendente. A expressão “Cosmos inscrito” reforça a ideia de que cada ser faz parte de uma lógica universal maior.

O segundo quarteto aproxima o poema da linguagem da física moderna. A dualidade “onda e massa” remete simbolicamente ao comportamento dual da matéria e da energia, enquanto “campos distantes” e “abismos de cor” criam uma atmosfera cósmica e vibracional. Nesse universo oscilante entre ordem e caos, a vontade surge como força organizadora da consciência.

Nos tercetos, o poema desloca-se da dimensão cósmica para a interior. Quando os sentidos e emoções geram desarmonia, é a mente — entendida como consciência racional ou equilibradora — que reencontra a “exata simetria”. A conclusão sintetiza a visão central do texto: a existência seria regida por leis universais de energia, coerência e consequência.

O fechamento — “Coerência vital de todas as ações” — funciona como uma espécie de princípio ético-cósmico: toda ação vibra, produz efeitos e participa da ordem do Todo.

Versão inspirada no seu soneto — à minha maneira

Existir

Entre partículas, tempos e vazios,

Caminha o ser em busca de sentido;

Feito de luz, memórias e desvios,

No infinito jamais está perdido.

É matéria sonhando consciência,

É consciência moldando a matéria;

Entre silêncio, força e permanência,

Cruza dimensões da vida etérea.

Quando a emoção se afasta da harmonia,

E o caos invade a rota da razão,

A lucidez procura geometria...

Pois tudo vibra em mútua conexão:

Da menor célula à galáxia fria,

Há uma ordem pulsando em cada ação.


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